” Você não tem nada”.
“Passa essa pomadinha que melhora”.
“Você tem que passar com um especialista”.
“Preciso de uns exames para confirmar…”
Essa frases normalmente usadas para dizer “não sei” não dizem respeito ao carácter dos profissionais ou mesmo ao desejo de procrastinação, mas fundamentalmente revelam uma deficiência de conhecimento sobre a saúde. Esculpidos em universidades que transformam queixas em diagnósticos ou em nada, como aquele brinquedo em que só conseguimos introduzir objetos na caixa que tenham o mesmo formato, esses diagnósticos só contemplam 30% do sofrimento da humanidade deixando de fora da assistência outros setenta. Somos adestrados a pensarmos fotograficamente quando deveríamos fazermos um filme da história clínica de nossos pacientes. Conhecermos suas vidas e personalidades desde a infância até a vida adulta, conversarmos com pediatras e esses com médicos de adulto e buscarmos afinidades e dissonância entre sintomas e personas.
O fato é que nos frustramos e frustramos a quem nos paga e nos procura. A própria divisão cultural em sistemas afunila nossas mentes em especialidades esquecendo que somos um só e que as vezes uma dor no peito não é só um problema de coração. Que um câncer pode se manifestar das mais diferentes formas possíveis. Que exames não revelam mais que o tempo gasto numa história clínica bem apurada, e o que é mais importante: entre o sofrer e o nada existem muitos tons, graus de adoecimento, que podem ser subtraídos com a intervenção adequada. A chamadas MTCI – medicina tradicional complementar e integradora – entre elas a homeopatia pode ter um impacto na saúde e bem estar das pessoas bem superior ao que temos conseguido até o momento. Um caminhão de dinheiro inesgotável para uma medicina que atende aos muito doentes e negligência os que começam a adoecer.
